"E como um truque de mágica, me lançam à mente palavras certas. E como um truque de mágica, eu as escrevo, rabisco e escrevo outra vez. Como um truque de mágica liberto-me do vazio, preenchendo-o com a minha própria escrita. E como um truque de mágica encontro feita mais uma poesia." By: Bruna Padilha

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lágrimas...

"Não posso deixar que escapem-me os sentimentos, 
se são os únicos restos que ainda guardo de ti...
Nem devo deixar que a mim compreenda o que, de fato, 
jamais deixei de sentir. 
Não posso esconder outra vez minhas lágrimas, 
se sufocada ainda grito por chorar... 
Nem devo fugir de teus olhos como farsa, 
se minha única farsa é insistir em me afastar..!" 
17/05/2010. By: Bruh Padilha (Bastou vê-lo outra vez para que eu recordasse a brutalidade de uma dor incessante. Não vai passar, nunca passa. Tanto depois e vc nem imagina...♥)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Riscos e Rabiscos... (:


Conforme o dicionário: Imaginação = 1. Faculdade de representar os objetos no pensamento; 2. Faculdade de inventar ou relatar; 3. Fantasia, fantasiar.


   As palavras acima dispensariam quaisquer que fossem os meus seguintes comentários, mas ainda assim percebo que esta, sendo a mim uma das mais importantes postagens que farei, expressará exatamente alguns de meus pensamentos que pretendo compartilhar por aqui.
   Alguns denominam-me pensativa, já outros dizem-me distraída ou até mesmo desligada. Eu dou risada e deixo-os falar, não é algo com que me preocupo ou levo a sério. Acho interessante deixar a mente vagar para longe, resgatar pensamentos ou criá-los sem limites imposto por alguém. A imaginação é livre, embora muitos não usufruam da capacidade que ela nos fornece. Quanto a mim, ao contrário deles que desperdiçam este dom, devo considerar-me uma legítima exploradora de ilusões e, por muitas vezes, sentindo-me sufocada por tantas ideias, lembranças e criações guardadas comigo e somente comigo. De alguma maneira eu desejava expressá-las, minhas ideias, não para o mundo exatamente, mas de uma forma que tornasse-me segura para jamais perdê-las ao vazio de minha consciência. Queria aliviar-me um pouco para que também outras pudessem surgir e organizá-las juntas em uma Penseira como a de Dumbledore.
   Não encontrei Penseiras a venda e, quando dizia-lhes o porque de necessitar de uma, os vendedores ofereciam-me sempre o mesmo: Caneta e Papel. Afirmavam convictos que talvez aquelas simplicidades dessem solução para o que eu imaginava ser um problema e, muitas vezes, eu os desprezava por sua estupidez. Como poderiam ser capazes de comparar um esplêndido objeto como a Penseira de Dumbledore com os velhos e baratos papel e caneta?
   Revirava os olhos e dava-lhe as costas. É bem difícil tirar algo da cabeça de uma criança quando definitivamente torna-se um foco e, naquela época, o meu foco encontrava-se por detrás das páginas do Prisioneiro de Azkaban. Não que eu fosse incapaz de distinguir o real do imaginário, contudo fora em um dos capítulos do livro onde eu obtivera uma resposta para o alívio de minha mente e a praticidade com que a Penseira o traria a mim. 
   Os dias passavam sem que eu pudesse encontrar a tão desejada Penseira, até que o meu mundo desabara ao deparar-me com um novo estojo repleto de canetas ao lado de um lindo diário posto sobre minha cama no dia de meu aniversário. Eu o encarei distante. Adorava escrever, no entanto não enxergava maneiras para que a simplicidade de um lápis tornasse-se tão útil quanto a magia em que eu insistia em buscar. Mas pq não tentar rabiscar algo? Só até eu encontrar o que procurava de verdade?
    Meus riscos e rabiscos foram aperfeiçoando-se com o passar dos anos, desenvolvendo minha imaginação de uma maneira que magia alguma seria capaz de desenvolver. As palavras já eram mágicas. Minhas letras de músicas tornaram-se minha alma, meus poemas expressavam meu coração e os rascunhos de minhas histórias tranformaram-se num livro de capítulos onde minhas ilusões misturam-se com a razão e a emoção de meus pensamentos.
    A verdade é que, o que quando criança menosprezei, hoje eu não consigo viver sem. Estou falando da caneta e do papel sim, no entanto também existe algo mais complexo feito de matéria e consciência como nós. Um ser pensante e racional, cujo eu jamais deixei de esquecer e, acredito eu que, se até agora não esqueci dúvido que após tantos anos eu seja capaz disto (mas esta é uma história para futuras postagens) .
    Enfim, em resumo desta postagem tenho a dizer que vivo em torno da imaginação, pois é partir dela que encontro o necessário para esgotar a tinta de minhas esferográficas e finalizar as quatrocentas folhas de meu caderno em branco. Espero, então, poder compartilhá-la com vcs por aqui! (:




Beijin! ♥

                 


   A imaginação nos abre o caminho da criatividade.' By: Bruh Padilha